Meia vontade de nada

Acordei às 7h30, mas só me levantei às 9h30. Com meia vontade de tudo. Meia vontade de ler, meia vontade de escrever, meia vontade de sexo, meia vontade de sair.

Saí da cama, fui fazendo o pequeno almoço, fui comendo o pequeno almoço, fui tomando banho, fui arranjando o cabelo, fui-me vestindo. Escrevi, troquei meia dúzia de mensagens. Sem vontade de nada.

Passaram umas duas horas desde aí e ainda não saí de casa. Pensei em ir ao Atira-te ao Rio almoçar na margem sul com vista para Lisboa. Não fui. Pensei em ir para um terraço qualquer mais lá para cima passar a tarde a escrever. Não fui. Pensei em voltar a palmilhar a colina. Não fui. Pensei em ir à Casa do Capitão mais logo ouvir o JP Simões. Sei que não vou. Pensei em ir ao São Jorge ver uma sessão do Indie. Sei que não vou. Pensei que ao fim do dia posso ir ao tasco do bairro beber um copo de vinho, talvez vá.

Estou a comer a sandes mista que fiz de manhã que nem uma lata de atum me apeteceu abrir. Não estou confortável nestes 30 metros quadrados de casa a prazo, mas também não abro a porta. Insulto-me por estar a perder tempo e oportunidades que vou querer quando não as tiver nas pontas dos dedos.

Mas a verdade é que não tenho vontade de nada.

Publicado por M.

Uma mulher. Um corpo, uma mente, um coração, uma alma. Dura, carinhosa. Desconfiada, crente. Chorosa, sorridente. Uma mulher, todos os mundos.

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