é suposto o amor dar trabalho?

Bagagem. Passado. História.

Temos todos, não temos? Uns mais cedo, outros mais tarde – mas andamos todos pela vida fora a coleccionar amolgadelas nos pára-choques.

Quando chegamos às mãos de alguém já vamos danificados. Até podemos levar aquele cheiro a carro novo, conquistado numa lavagem manual qualquer, mas não há massa de polir que apague as cicatrizes das batidelas.

Não vamos folha em branco, carregamos apriorismos. Contribuímos para o ‘nós’ com um ‘eu’ que se reserva e se protege. Talvez a entrega de braços instintivamente caídos só se faça uma vez, assim em abandono e lassidão. Talvez depois disso o melhor que conseguimos fazer seja tentarmos, seja esforço consciente e ponderado, seja vontade de estar e ficar.

E o que acaba por valer mais? A dádiva feita com ignorância das consequências ou a construção que supera as hesitações de forma planeada?

Se o trabalho dignifica o homem, não elevará também o amor?

Publicado por M.

Uma mulher. Um corpo, uma mente, um coração, uma alma. Dura, carinhosa. Desconfiada, crente. Chorosa, sorridente. Uma mulher, todos os mundos.

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