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Blue Notes

O jazz é feito de notas azuis, um semitom abaixo da música mortal. À mistura com ritmos sincopados, chamada-e-resposta, swings, poliritmos e improvisações… Melodias e silêncios que se articulam ao sabor do humor da noite, acompanhados pelas vocalizações dissonantes do scat singing. Se o jazz fosse a minha vida, eu seria o sax tenor que ora nas fileiras de uma big band perdida nas quintas-feiras do Cotton Club.

Do Amor em Tempos Digitais

Primeiro foi o cheiro. Nem sequer o aroma de um perfume, ou o odor de um creme da barba. Foi o teu cheiro. O cheiro da tua pele, despida. Encostar o nariz ao teu pescoço e sorver-te em emanações que imediatamente se transformaram em dopamina. Tinha começado a Primavera e decidimos testar no mundo realContinue a ler “Do Amor em Tempos Digitais”

Tudo o que não sou

Não sou invejosa, a cobiça há de ser dos únicos pecados mortais que me escapou. Não sou preguiçosa, dou-me à indolência a espaços mas vivo para fazer e concretizar. Não sou criativa, crio por necessidade de quase sobrevivência individual mas em processo lento e ponderado. Não sou boa no improviso, o inesperado faz-me parar aoContinue a ler “Tudo o que não sou”

Sopro

Disseste-me que te escrevesse. Não que te endereçasse uma carta, nem que te explicasse em letras. Disseste-me que te escrevesse como quem me oferece uma solução a um dilema que te apresentava. Foi aí que o turbilhão que me circulava na mente ganhou força e entrou em modo furacão, categoria cinco. És vento. És oContinue a ler “Sopro”

Voar

Desta vez, tínhamos escolhido um penhasco. Não importava realmente onde, só precisávamos de rocha alta e mar. Finisterra, arquipélago, cabo do Mundo, a geografia acabou por ser desinteressante, mandámo-nos para a primeira linha de ecrã dos destinos do dia em que nos decidimos a voar para fora do confinamento. Paradoxalmente, quando chegámos, sentimo-nos dentro. DentroContinue a ler “Voar”

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Music is a journey. Jazz is getting lost. 

– John O’Farrell in ‘The Best a Man Can Get’ (1999)