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Blue Notes

O jazz é feito de notas azuis, um semitom abaixo da música mortal. À mistura com ritmos sincopados, chamada-e-resposta, swings, poliritmos e improvisações… Melodias e silêncios que se articulam ao sabor do humor da noite, acompanhados pelas vocalizações dissonantes do scat singing. Se o jazz fosse a minha vida, eu seria o sax tenor que ora nas fileiras de uma big band perdida nas quintas-feiras do Cotton Club.

Verão

Não te deixo tomar banho quando chegamos a casa da praia. Gosto de te despir e passar as mãos pelo teu contorno. Encostar o nariz à tua pele e sentir o cheiro a bronzeador, mar, areia, transpiração. No final de tudo isso – que sabe a sol – o odor que é só teu. QueContinue a ler “Verão”

Choro sempre em silêncio

É raro chorar. Ensinaram-me que a tristeza era fraqueza e até hoje me ficou esse instinto. Quando choro, choro de desespero; profundo, angustiado, físico e visceral. Mas sempre com timidez e, por isso, em silêncio para não perturbar o mundo a quem o meu choro nada alimenta. Fui-me avolumando pela vida, mas na realidade sóContinue a ler “Choro sempre em silêncio”

Ode ao vício

Dois lábios que se selam à volta de um cilindro de esponja e aspiram. A boca que se abre para empurrar o fumo áspero em direção aos pulmões. O instante de suspensão que aprisiona a nuvem de químicos encostada aos alvéolos. A exalação lenta onde o prazer da dependência é mais óbvio. Arrebatar prazer daquiloContinue a ler “Ode ao vício”

Shards

Propósito. Há quem tenha descendência. Há quem creia em deuses. Há quem navegue pela vida sem consciência ou intuito. Há quem veja a quotidianidade como uma folha de papel azul de vinte-e-cinco linhas que toca carimbar a selo branco para que se cumpra. E há aqueles que tudo querem e – por isso – tudoContinue a ler “Shards”

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Music is a journey. Jazz is getting lost. 

– John O’Farrell in ‘The Best a Man Can Get’ (1999)

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