Do Amor em Tempos Digitais

Primeiro foi o cheiro. Nem sequer o aroma de um perfume, ou o odor de um creme da barba. Foi o teu cheiro. O cheiro da tua pele, despida. Encostar o nariz ao teu pescoço e sorver-te em emanações que imediatamente se transformaram em dopamina. Tinha começado a Primavera e decidimos testar no mundo realContinue a ler “Do Amor em Tempos Digitais”

Voar

Desta vez, tínhamos escolhido um penhasco. Não importava realmente onde, só precisávamos de rocha alta e mar. Finisterra, arquipélago, cabo do Mundo, a geografia acabou por ser desinteressante, mandámo-nos para a primeira linha de ecrã dos destinos do dia em que nos decidimos a voar para fora do confinamento. Paradoxalmente, quando chegámos, sentimo-nos dentro. DentroContinue a ler “Voar”

Aguda

Ouve-se o mar. As ondas, no seu ir e vir certo como a morte. Mas sente-se também algo mais profundo. Aquele rugido rouco do oceano que parece que nasce nos confins do tempo para nos trazer a memória de tudo o que somos enquanto humanidade. Limitamo-nos a navegar na superfície da sabedoria da água salgada,Continue a ler “Aguda”