. da recorrência

Revisito-te amiúde. És permanência e inevitabilidade. Há algo de profundamente nosso que nunca nos abandona. Que sabemos sem dizer e que aceitamos com conforto. Temos história. Décadas que não são impunes. Partilhamos alma, razão e ser. Sabemo-nos e descobrimo-nos. Sem esforço e com vontade. Partilhámos camas por onde calhou, calcorreámos cidades de rios e deContinue a ler “. da recorrência”

Primum non nocere

Sinto que cheguei a um ponto da viagem em que começa a pesar a importância do que ando, em última análise, cá a fazer. A ausência de qualquer tipo de fé transcendental sempre tornou mais urgente a atribuição de significado à quotidianidade, que o peso da herança (pela ausência de desejo de prole) nunca oContinue a ler “Primum non nocere”