Do Amor em Tempos Digitais

Primeiro foi o cheiro. Nem sequer o aroma de um perfume, ou o odor de um creme da barba. Foi o teu cheiro. O cheiro da tua pele, despida. Encostar o nariz ao teu pescoço e sorver-te em emanações que imediatamente se transformaram em dopamina. Tinha começado a Primavera e decidimos testar no mundo realContinue a ler “Do Amor em Tempos Digitais”

Voar

Desta vez, tínhamos escolhido um penhasco. Não importava realmente onde, só precisávamos de rocha alta e mar. Finisterra, arquipélago, cabo do Mundo, a geografia acabou por ser desinteressante, mandámo-nos para a primeira linha de ecrã dos destinos do dia em que nos decidimos a voar para fora do confinamento. Paradoxalmente, quando chegámos, sentimo-nos dentro. DentroContinue a ler “Voar”

The imperfect Scottish gentleman

Foi a primeira crush da minha vida, ainda a palavra crush não existia em português. Era genial – bonito, misterioso, sedutor, dono de uma voz que fazia vibrar as cordas do coração e, como se tudo isso não fosse suficiente, bom actor. Os únicos 007 que vi por vontade própria foram os dele, e peseContinue a ler “The imperfect Scottish gentleman”

. do fascínio

O cheiro de uma pele. Um olhar firme, sereno e perscrutador.Uma voz grave, de peito, uma voz de declamar, que faz da minha sala uma catedral em abóbada.O barulho de uma unha a deslizar contra o sentido do pelo da barba ao longo da linha do queixo.Uma mão aberta, firme, de palma empurrada contra oContinue a ler “. do fascínio”