Tudo o que não sou

Não sou invejosa, a cobiça há de ser dos únicos pecados mortais que me escapou. Não sou preguiçosa, dou-me à indolência a espaços mas vivo para fazer e concretizar. Não sou criativa, crio por necessidade de quase sobrevivência individual mas em processo lento e ponderado. Não sou boa no improviso, o inesperado faz-me parar aoContinue a ler “Tudo o que não sou”

.da exigência

“Ninguém dá o que tu dás.” Se visitarem o Blue Notes 1.0 há por lá um texto que, discretamente, cospe esta frase para cima da narradora. Continua a ser das poucas entradas que me orgulham à distância de mais de uma década. Não só porque se trata de um diálogo muito bem construído (assumo aContinue a ler “.da exigência”

Primum non nocere

Sinto que cheguei a um ponto da viagem em que começa a pesar a importância do que ando, em última análise, cá a fazer. A ausência de qualquer tipo de fé transcendental sempre tornou mais urgente a atribuição de significado à quotidianidade, que o peso da herança (pela ausência de desejo de prole) nunca oContinue a ler “Primum non nocere”