Circum navegação

Começou com a polpa dos teus dedos no meu pescoço. Logo abaixo da garganta, naquela cova onde batem as emoções. Deixaste-te ficar por aí algum tempo, numa dança entre o indicador e o médio que, sem nunca parar, me ia tomando o pulso. Afundaste os olhos nos meus e ficaste à distância de um sopro,Continue a ler “Circum navegação”

Silêncios

Há silêncios que queimam. Silêncios de olhos perdidos dentro de olhos. Há silêncios que gelam. Silêncios que abrem a pele com lâminas de frieza. Há silêncios que matam. Silêncios terminais e derradeiros. Há silêncios que desconfortam. Silêncios de remexer em cadeiras e fugir a olhares. Há silêncios que se esgotam. Silêncios que se desvanecem emContinue a ler “Silêncios”