. da recorrência

Revisito-te amiúde. És permanência e inevitabilidade. Há algo de profundamente nosso que nunca nos abandona. Que sabemos sem dizer e que aceitamos com conforto.

Temos história. Décadas que não são impunes. Partilhamos alma, razão e ser. Sabemo-nos e descobrimo-nos. Sem esforço e com vontade.

Partilhámos camas por onde calhou, calcorreámos cidades de rios e de mares, perdemos os sentidos no fundo de garrafas que esvaziámos juntos ao som de músicas que não recordamos.

Correu-nos uma vida pelo regaço e aprendemos a rir das asneiras. Fazemo-nos presentes e damos as mãos em amparo. Acompanhamo-nos.

Somos indefiníveis e mútuos.

Vejo-te quando ponho os olhos mais à frente no caminho, com uma estranha certeza de nós. Sei-te na medida em que me sabes. E sabes-me bem.

Publicado por M.

Uma mulher. Um corpo, uma mente, um coração, uma alma. Dura, carinhosa. Desconfiada, crente. Chorosa, sorridente. Uma mulher, todos os mundos.

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