. da empatia

Imagens num ecrã. Eras imagens num ecrã, e nem o teu rosto se via entre elas. Mas as imagens no ecrã eram belíssimas, e as palavras eram as certas. Se os valores por trás dessas palavras fossem reais, estaria tudo lá – parecia tudo ajustado, sentia-se tudo presente.

Encontrámo-nos e fomos explorando, trocando palavras, cautelosas e sorridentes. Houve um momento em que uma coincidência trouxe tudo para mais perto de casa. Mudámos de sala e mostrámo-nos um pouco mais um ao outro. Salvaguardados, ainda, com avisos à navegação e um certo recolhimento. Abrandámos um pouco o ritmo e respeitámos o espaço alheio. Mas continuámos sempre a regressar à nossa sala de estar para retomar a descoberta, escalar a partilha. Fizemo-nos presentes.

De uma forma que fez sentido para ambos partilhámos hoje o nosso primeiro beijo. Rodámos no sentido oposto ao da câmara numa vertigem feita de antecipação, num toque de lábios rodeado de mãos, dentes e olhos.

Eu escrevi este beijo. Podes fotografá-lo?

Publicado por M.

Uma mulher. Um corpo, uma mente, um coração, uma alma. Dura, carinhosa. Desconfiada, crente. Chorosa, sorridente. Uma mulher, todos os mundos.

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