. da escolha

Como sociedade habituámo-nos a achar que o direito à vida é um dever. Que pelo facto de existirmos temos algum tipo de dívida para com o colectivo.

Nunca acreditei nesse mantra. A minha vida a mim pertence. Posso escolher partilhá-la, mas no final do dia é minha e apenas minha. É por isso que o acto de estar vivo é uma escolha. Diária. Feita de forma consciente, por vezes dilacerante.

Ninguém sabe da angústia alheia. Ninguém ouve o som da carne a descolar do osso dos outros. Ninguém vê os ritos de auto-abuso que se trancam por trás das portas dos vizinhos.

Se, um dia, escolheste continuar vivo, recebe um abraço – ainda bem que o fizeste. Eu conheço a tua decisão e deixo que as lágrimas me dancem nos olhos em comoção porque sei que é a mais dura de todas as que tomamos na vida.

Estás vivo. Eu também. Dançamos?

Publicado por M.

Uma mulher. Um corpo, uma mente, um coração, uma alma. Dura, carinhosa. Desconfiada, crente. Chorosa, sorridente. Uma mulher, todos os mundos.

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