Músicas da minha vida – “Pedra Filosofal”

“Pedra Filosofal” – Manuel Freire

Há vozes que não esquecemos.

Lembro-me da da Mãe Florinda quando me ralhava por tirar os coelhos bebés das jaulas para lhes fazer festinhas – ficavam “moles”; era uma voz zangada mas bondosa.

Lembro-me da da professora Piedade quando me dizia para corrigir as vírgulas nos meus artigos para o jornal da escola preparatória; não sabia na altura, mas soava a esperança.

Lembro-me da do Juan quando me sussurrava que “todo va a estar bien”; difícil de acreditar quando soluçava ao ritmo do choro.

Nunca vou esquecer a voz do Manuel Freire quando entoa “Eles não sabem que sonho é vinho, é espuma, é fermento”.

É uma voz que me lança num abismo de prazer comovido e comovente, é uma voz que ocupa a minha casa e a minha cabeça de sentimento, poesia e esperança irracional. É uma voz que arrepia, preenche, ressoa. É voz grave, voz de peito, voz de homem, voz de desprendimento.

Gedeão é magistral, mas é a voz de Freire que lhe dá vida. Lalalalaralalalalaralalalalarala

.

E é isso que “Pedra Filosofal” é para mim. Catedral.

Publicado por M.

Uma mulher. Um corpo, uma mente, um coração, uma alma. Dura, carinhosa. Desconfiada, crente. Chorosa, sorridente. Uma mulher, todos os mundos.

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